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A história de Marie Curie - Uma mulher radioativa!
Hoje, no Dia Internacional da Mulher, celebramos a vida e o legado de Marie Curie, uma pioneira na ciência que abriu caminho para muitas mulheres, desafiando barreiras de género numa época em que a ciência era dominada por homens.
Que a sua história inspire todas as mulheres a seguirem os seus sonhos, superando desafios e deixando a sua marca no mundo!
João Amorim, Luísa Meneses, Mara Costa, Maria Cunha e Nicole Matos
8 mar 25

Irmãs de Prometeu
A Química no Feminino
Na véspera da comemoração do Dia Internacional da Mulher, divulgo mais um livro de João Paulo André, editado em 2022, no qual é dado ênfase ao papel desempenhado pelas mulheres no campo científico.
Em Irmãs de Prometeu – A Química no Feminino, João Paulo André conta a história da ciência, centrada nas contribuições femininas para a ciência e em particular na química. Num período em que os homens dominavam a investigação científica, as mulheres tinham muitas dificuldades para mostrarem o seu valor, sendo muitas vezes (quase sempre) esquecidas e usurpadas. Neste livro ELAS são as protagonistas!
Como
curiosidade o título do livro compara as mulheres da química com Prometeu, um
titã que, segundo a mitologia grega, roubou o fogo a Héstia (Deusa grega) e deu-o aos Humanos (os mortais). Como castigo eterno, Zeus (Pai dos Deuses) mando-o ser acorrentado a uma rocha no Cáucaso onde o seu fígado era devorado todos os
dias por uma águia, apenas para vê-lo regenerar-se durante a noite,
segundo a lenda, devido à sua imortalidade.
Sobre o autor:
João Paulo André doutorou-se em Química na Universidade de Basileia e é Professor na Universidade do Minho.Tem mantido uma intensa atividade de divulgação da ciência.
Publicou vários artigos científicos e de divulgação, entre os quais uma análise da presença da química na obra de Eça de Queirós.
Possui dois livros editados, Poções e Paixões – Química e Ópera e mais recentemente Irmãs de Prometeu – A Química no Feminino.
José Armando Ferreira (prof.)
7 mar 25
O dia mais divertido do ano!
No dia 13 de dezembro voltou a realizar-se a atividade "Cientista por um dia".
O dia mais divertido do ano acontece no laboratório!
É uma atividade dinamizada pelo grupo disciplinar de Física e Química com a colaboração dos alunos de 11º e 12º anos, do Curso de Ciências e Tecnologias, direcionada para os alunos do 6ºano.
Olhares curiosos, sorrisos abertos e vontade de tocar, fazer, sentir!
E assim a Ciência acontece!
José Armando Ferreira (prof.)
19 dez 24
Como se transforma ar em pão?
O livro Como se transforma ar em pão? do famoso cientista português Nuno Maulide, revela-se uma verdadeira celebração da ciência ao alcance de todos. Professor de Química Orgânica na Universidade de Viena e reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho, Maulide apresenta-nos uma obra que mistura ciência, curiosidade e simplicidade, despertando o interesse mesmo daqueles que não têm uma formação científica!
Seja para os curiosos que desejam aprender mais sobre o mundo que os rodeia, seja para os amantes da ciência que procuram uma leitura envolvente, Como se transforma ar em pão? é uma obra essencial. É mais do que um livro de ciência – é uma ponte para compreender a magia escondida nos processos do dia-a-dia e a importância do conhecimento científico na construção de um futuro mais sustentável e consciente.
Nicole Matos
06 dez 24
Vinagre:
O poderoso aliado natural na limpeza da tua casa
O vinagre é um ingrediente comum na cozinha, mas poucos sabem que ele pode ser um poderoso aliado na limpeza doméstica. Graças às suas propriedades ácidas e antibacterianas, o vinagre é capaz de eliminar sujidade, manchas e odores, oferecendo uma alternativa natural e económica aos produtos de limpeza tradicionais.

Reação com bicarbonato de sódio
Uma das reações mais populares de limpeza com vinagre é a neutralização do bicarbonato de sódio (NaHCO₃), que liberta dióxido de carbono (CO₂) e pode ajudar a desobstruir pias ou limpar superfícies.
NaHCO3 (aq) + CH3COOH (aq)→ NaCH3COO (aq) + H2O (l) + CO2 (g)
O que acontece:
Quando o vinagre (ácido acético) entra em contato com o bicarbonato de sódio, reage formando acetato de sódio (um sal), água e dióxido de carbono (que cria bolhas). Esse gás pode ajudar a soltar lixos e desobstruir pias ou ralos. Além disso, a reação gera efervescência, o que é útil para a limpeza de manchas ou resíduos difíceis.


Reação com depósitos de calcário
O vinagre é eficaz na dissolução de depósitos de calcário, como aqueles que encontramos em torneiras, chuveiros, máquinas de lavar e outros aparelhos. Isso ocorre porque o ácido acético reage com o carbonato de cálcio (CaCO₃) presente nesses depósitos.
CaCO3 (s) + 2 CH3COOH (aq)→ Ca(CH3COO)2 (aq) + H2O (l) + CO2 (g)
O que acontece:
O ácido acético (vinagre) reage com o carbonato de cálcio nos depósitos nas tubagens dos instrumentos e dissolve-o. Isso liberta dióxido de carbono (CO₂) na forma de bolhas e transforma o carbonato de cálcio em acetato de cálcio, uma substância mais solúvel em água.


Assim penso que podemos nomear o vinagre como "o super-herói da limpeza que não precisa de capa, só de garrafa" ou então "o vilão da sujidade e o herói da tua casa".

João Pedro Amorim
01 dez 24

Rómulo de Carvalho
Já ouviste falar de Rómulo de Carvalho? Não!? Tens a certeza?
Natural de Lisboa (1906-1997), foi professor de Ciências Físico- Químicas, um notável historiador da ciência, da pedagogia, um divulgador da cultura científica e, de um modo geral, da cultura Portuguesa.
Foi também poeta, conhecido pelo pseudónimo de António Gedeão, tendo publicado vários livros de poesia.
É autor de poemas conhecidos, como "Pedra Filosofal", "Calçada da Carriche" e "Lágrima de preta", entre outros.
Se queres conhecer mais a sua obra, clica aqui.
José Armando Ferreira (prof.)
28 nov 24
Porque é que choramos quando cortamos cebolas?
Decerto que se já cozinhaste ou viste alguém cozinhar e perguntaste "porque choramos quando cortamos cebolas?".
A explicação para este acontecimento é simples. Ao cortarmos uma cebola estamos a romper as suas células e estas libertam substâncias como óxidos sulfurados que sob o efeito de enzimas (alinases) transformam-se em ácidos sulfínicos, que como são muito voláteis, transforma-se em sin-propanetial-S-óxido.



Agora que sabemos o que a cebola liberta que nos fazer chorar, vamos perceber como é que efetivamente é provocada a reação de lacrimar.
Após a libertação do gás sin-propanetial-S-óxido no ar, este chega aos nossos olhos, e em contacto com a humidade neles presentes, ocorre a formação do ácido sulfúrico que provoca irritação nas terminações nervosas dos olhos. A reação ocorrida é traduzida pela equação química:
4 C3H6OS + 4 H2O → H2SO4 + 3 H2S + 4 C3H6O
Como resposta a esta reação o nosso cérebro estimula as glândulas lacrimais, que produzem lágrimas com a intenção de "limpar" os nossos olhos, reduzindo a irritação.


Mas existem maneiras de prevenir o choro, como por exemplo:
Luísa Meneses
18 nov 2024
Dos metais aos novos materiais:
o futuro é agora?
O avanço da ciência dos materiais tem desempenhado um papel fundamental na transformação da sociedade, desde as primeiras descobertas metalúrgicas até aos materiais altamente especializados que moldam o mundo moderno. Durante séculos, o uso de metais como o cobre, o bronze e o ferro impulsionou revoluções tecnológicas, levando a grandes saltos no desenvolvimento das civilizações. No entanto, estamos agora numa nova era, em que materiais inovadores, como compostos nanométricos, cerâmicas avançadas e polímeros de alta performance, começam a substituir o protagonismo dos metais. Faremos, então, uma viagem dos metais aos novos materiais, procurando responder à questão "o futuro é agora?".
A utilização dos metais ao longo a História
Clica aqui para teres acesso à evolução da descoberta dos metais nos vários períodos da história.
A utilização dos metais na atualidade
São poucos os metais que, no seu estado puro, servem para responder às necessidades do Homem, sendo assim, é necessário recorrermos às ligas metálicas.
As ligas metálicas são materiais obtidos através da junção de dois ou mais elementos químicos sendo que pelo menos um deles é um metal, sendo que este deve se encontrar em maior quantidade na mistura. As ligas metálicas são criadas com o objetivo de criar materiais com propriedades mais adaptadas às necessidades humanas e de reduzir os custos de produção.

A importância dos novos materiais
Cada vez mais se ouve falar em compósito, nanocompósitos e nanomateriais. O que são? Quais as suas aplicações?
Os compósitos são
materiais criados combinando dois ou mais materiais distintos para formar uma
nova substância. O compósito apresenta propriedades únicas e superiores às dos
materiais que o compõem. Partindo-se do exemplo de um compósito constituído por
dois materiais distintos, ambos mantém as suas propriedades individualmente,
mas, quando misturados, apresentam um comportamento muito distinto do
apresentado por ambos quando separados.

Os nanocompósitos são compósitos cujas partículas do reforço apresentam uma dimensão inferior a 100 nanómetros. O reduzido tamanho das partículas permite a otimização de inúmeras propriedades em relação aos materiais puros. Como exemplos de nanocompósitos podem citar-se o grafeno e as nanoargilas.

Os compósitos são conhecidos pela sua resistência, eficiência e durabilidade aprimoradas. Para além disso, apresentam um peso reduzido, o que lhes confere vantagem em relação aos metais comuns. Diferentes de muitos metais, os compósitos são altamente resistentes à corrosão e à ação de agentes químicos, o que aumenta sua durabilidade e reduz a necessidade de manutenção. As propriedades dos compósitos podem ser ajustadas de acordo com a necessidade da sua aplicação, permitindo a combinação de diferentes materiais (reforços e matrizes) para otimizar características como rigidez, resistência ao impacto, isolamento térmico e elétrico. Os compósitos são, dos novos materiais, aqueles que têm merecido maior investimento por parte da ciência e da tecnologia.
O grafeno é um material composto por uma camada única de átomos de carbono organizados numa estrutura hexagonal, semelhante a um favo de mel. É considerado um dos materiais mais promissores e revolucionários já descobertos, devido às suas propriedades físicas e químicas extraordinárias.

As principais características do grafeno incluem:
- Espessura de um átomo: O grafeno é extremamente fino, com apenas uma camada atómica de espessura, o que o torna o material bidimensional mais fino conhecido.
- Elevada condutividade elétrica e térmica: É um excelente condutor elétrico e térmico, permitindo a movimentação rápida de eletrões.
- Transparência: Apesar de ser composto por uma camada atómica de carbono, o grafeno é quase totalmente transparente, deixando passar cerca de 97% da luz branca.
- Extrema resistência: É cerca de 200 vezes mais resistente do que o aço, apesar da sua leveza, sendo um dos materiais mais fortes conhecidos.
- Flexibilidade: O grafeno pode ser dobrado ou deformado sem se partir, o que o torna ideal para aplicações em dispositivos flexíveis.
- Leveza: Embora seja extremamente forte, o grafeno é muito leve, uma característica importante para a sua utilização nas indústrias automóvel e aeroespacial, nomeadamente.

Os nanomateriais são materiais cujas estruturas externas, internas ou superficiais estão na escala nanométrica, que varia entre 1 e 100 nanómetros. Devido ao seu tamanho extremamente reduzido, apresentam propriedades físicas e químicas distintas em comparação com os materiais convencionais. Essas propriedades incluem uma maior área de superfície, o que pode resultar numa maior capacidade de acelerar reações químicas e melhor solubilidade.
Têm várias aplicações nas mais diversas indústrias, como sensores, diagnósticos médicos, tintas com proteção UV e enzimas artificiais. Outra aplicação popular de nanomateriais é nanotubos. Os nanotubos de carbono são um exemplo iluminativo do potencial da nanotecnologia e são também conhecidos por serem uns dos materiais mais fortes que foram produzidos pela nanotecnologia até os dias de hoje.

O futuro dos materiais revela-se já uma realidade indiscutível, impulsionado por avanços significativos desde os metais tradicionais até novos materiais como compósitos, nanotecnologias e materiais inteligentes. A inovação contínua neste campo está a moldar um futuro mais eficiente e tecnológico, mostrando que a era dos novos materiais não é apenas uma promessa, mas uma realidade presente. À medida que exploramos a fronteira entre a ciência e a tecnologia, percebemos que o futuro dos materiais está a concretizar-se rapidamente, moldando as mais diversas áreas, provando que "o futuro é agora".
João Amorim, Luísa Meneses, Mara Costa, Maria Cunha e Nicole Matos
18 out 24

Prémio Nobel da Química 2024
O Prémio Nobel da Química este ano foi atribuído aos cientistas David Baker (norte-americano) e Demis Hassabis e John Jumper (britânicos) pelos avanços tecnológicos na área das proteínas.
A Real Companhia de Ciências da Suécia premiou Baker pelo "Design da estrutura de proteínas" e Hassabis e Jumper por "previsões de estruturas de proteínas".
O Prémio Nobel da Química 2024 foi, assim, atribuído pelo estudo das proteínas, "as engenhosas ferramentas da vida".
Davis Baker conseguiu a proeza de construir tipos de proteínas totalmente novos, enquanto Demis Hassabis e John Jumper desenvolveram um modelo de IA (inteligência artificial) para resolver um problema de 50 anos: prever as estruturas complexas das proteínas.
Sobre os cientistas:
David Baker

David Baker é cientista da Universidade de Washington, Seattle, nos Estados Unidos. Conseguiu usar sequências de aminoácidos para criar novas proteínas únicas em 2003 e, "desde então, o seu grupo de investigação produziu proteínas criativas umas atrás das outras, incluindo proteínas que podem ser usadas como farmacêuticos, vacinas, nanomateriais ou microsensores".
Demis Hassabis (à esquerda) e John Jumper (à direira)

O trabalho de Demis Hassabis e John Jumper é mais recente, mas a sua base data dos anos 1970, quando se começou a tentar prever as estruturas das proteínas para aprender as suas aplicações. Estes cientistas fazem parte da Google DeepMind, um laboratório de inteligência artificial (que foi comprado pela Google em 2014) e que usa redes neuronais artificiais - desenvolvidas por John Hopfield, um dos vencedores do Nobel da Física anunciado na terça-feira - para várias outras aplicações, desde a biologia a videojogos.
José Armando Ferreira (prof)

A Química e a Arte
Será que a Química e a Arte são áreas que orbitam em planos diferentes?
A resposta mais óbvia a esta questão seria sim!
João Paulo André, no seu livro "Poções e Paixões - Química e Ópera" demostra que não! Ciência e Arte não só se tocam, como se fundem. Usando a Ópera como ponto de partida e pano de fundo (uma das suas paixões), o autor conduz-nos pelo mundo mágico das poções e das paixões, explicando-o através da Química.
Será que os voos das bruxas em vassouras, Harry Potter, a mãe do imperador Nero, a morte aparente de Julieta (da Peça de William Shakespeare ), a poção de amor de Tristão e Isolda (Ópera de Richard Wagner), têm algum algo em comum? A Química diz que sim!
Sobre o autor:
Publicou vários artigos científicos e de divulgação, entre os quais uma análise da presença da química na obra de Eça de Queirós.
José Armando Ferreira (prof.)
4 out 24

Quimiquices
Turma A do 12º Ano
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